ainda me lembro
da primeira vez que as nossas mentes se beijaram
naquela noite de
intensidades/velocidades perigosas,
curvas sinuosas,
ideias duvidosas.
eu era diferente,
julgava-me decente,
ainda era inocente.
para que meses depois,
ainda me lembro,
da primeira vez que os nossos lábios de tocaram
naquela noite de
silêncios confortáveis,
toques inimitáveis,
palavras infindáveis.
para que anos depois
ainda me lembre
da primeira vez que te perdi, mas insisti e não desisti,
naquelas noites recorrentes de
conversas acesas,
punhos cerrados à mesa,
tamanha falta de destreza.
para que hoje
nunca me esqueça
dos teus olhos a pedirem-me
que continuasse serena,
com a minha voz mais terna,
numa foda lenta (mais-que-)eterna
sofrendo por antecipação
partindo de antemão
com uma única promessa:
"nunca serás o zénite do meu tesão”
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